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As últimas pesquisas de opinião apontam o governador Arruda com excelentes índices de aprovação, ao contrário do que sucedia no ano passado. Em 2007, medidas como a redução de mais de 12 mil cabos eleitorais da folha de pagamento do GDF, cobranças de impostos atrasados, repressão às invasões de lotes e outras fizeram despencar a popularidade de Arruda. De lá para cá Arruda fez uma inflexão e embarcou num programa alucinado de obras ( a maioria de baixo valor estratégico), voltou a distribuir lotes para os pobres (camuflada como ação de inclusão social), acelerou a regularização dos condomínios ocupados na marra pela classe média no passado, investiu pesado em propaganda chapa-branca, ofereceu muito circo, voltou a contratar gente, deu aumentos a várias categorias (o que fez estourar as contas da Secretaria de Planejamento). O resultado é esse: popularidade lá em cima. No curto prazo, bom para Arruda. No longo, péssimo para a população. Um líder que governa com base em pesquisas de opinião vai agir, sempre, ao sabor do momento. Pensar estrategicamente para determinados tipos de políticos tem um único horizonte: a próxima eleição. E este, definitivamente, não é o melhor caminho para Brasília, que merecia ser governada por quem tivesse visão de futuro. | ||
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Na campanha eleitoral de 2006, Arruda afirmou que com os recursos do tesouro do DF - algo em torno de R$ 10 bilhões anuais - iria fazer e acontecer. Ao assumir, aplicou o que chamou de "choque de gestão", eliminando secretarias, dispensando mais de 10 mil terceirizados, aplicou redutor e reescalonou pagamentos a fornecedores, mandou bala. Não satisfeito, induziu a Câmara Legislativa a reduzir gastos com pessoal, para enquadrar o GDF na Lei de Responsabilidade Fiscal e, com isso, obter empréstimos internacionais para investimentos em infra-estrutura. Sua popularidade despencou. Mas já no final de 2007 iniciou um programa de obras por todo o DF e no mês passado gastou uma boa grana em propaganda para anunciar diversas inaugurações a cada dia de abril, quando Brasília completou 48 anos. Maio trouxe de volta o mundo real. O secretário de planejamento do DF foi direto ao ponto: "o governo ficou mais rico, mas os serviços não evoluíram da mesma maneira. Isso demonstra que o Estado é autofágico, existe para se sustentar". O secretário fala baseado em números. Em 2000, a receita do GDF era de R$ 5,7 bilhões. Em 2008, estes recursos devem chegar a quase R$ 10 bilhões - ou cerca de 5,2 bilhões de dólares. Um pouco menos do que dispõe o Rio de Janeiro ( US$ 6 bi) e mais do que tem Buenos Aires (US$ 4 bi). Mas Brasília gasta só com a folha de pessoal 5,1 bilhões de reais. De 2002 para cá, depois que foi aprovado o Fundo Constitucional (a União paga parte substantiva dos salários dos servidores do GDF nas áreas de saúde, segurança e educação), as despesas com funcionários aumentaram 90%. Convenhamos: é muito, tendo em vista o que o Estado entrega de volta. Veremos o que Arruda vai fazer: apertará para valer as despesas do DF? investirá na melhoria das políticas públicas? arrochará ainda mais os impostos? vai empurrar com a barriga para não perder as eleições em 2010? Veremos... | ||
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Um novo magistrado assumiu a presidência do Tribunal de Justiça do DF. Em entrevista, disse que sua prioridade é criar no DF 73 novas Varas, 77 cargos de juiz de direito, 62 de juiz substituto e 1760 cargos de técnico judiciário, além de contratar 800 novos servidores, "para tornar a justiça mais rápida e mais acessível à comunidade". O novo presidente reconhece que a estrutura do judiciário no DF está ficando a cada dia mais defasada. Para corrigir esta situação, ele aponta a necessidade do Congresso Nacional aprovar uma nova lei de organização judiciária, que está tramitando há 4 anos. O novo presidente não deu uma palavra sobre os dois meses de férias e 12 dias de recesso a que cada um dos 35 desembargadores têm direito, fora a licença-prêmio por assiduidade. Diminuir as folgas não resolveria a defasagem, mas quem sabe o gesto teria o poder de apressar o voto dos congressistas? | ||
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Com 28 pontos negativos na sua carteira de motorista, o presidente do Tribunal de Contas do DF, Paulo César Ávila, precisou se submeter na semana passada a testes para reavaliar seus conhecimentos sobre as leis de trânsito. Mas a reprimenda parece que não o emendará. Aos 68 anos, Ávila se queixou de estar sendo tratado como um delinquente juvenil. Suas transgressões referem-se a excesso de velocidade nas avenidas de Brasília. Mas, não se sente nem um pouco culpado por isso. A culpa seria, segundo Ávila: 1- do controle eletrônico de velocidade feito pelos "pardais", cujo real objetivo seria servir como arapuca para os motoristas; 2 - do seu carro, um Ford fusion, cujos 163 cavalos o impedem de sentir o aumento da velocidade, mal ele pisa no acelerador; 3- à falta de probição de se fabricar carros que excedam os 80 Km por hora. O Detran respondeu da única forma cabível: o Código Brasileiro de Trânsito vale para todos e alterações nas suas regras só se passarem pelo Contran e pelo Congresso. Ávila ainda recebeu uma ademoestação: quem anda no limite da velocidade nunca se aborrecerá com multas. Como será que a autoridade Ávila reage diante dos que tentam justificar suas faltas culpando as normas e regras seguidas pelo Tribunal de Contas? | ||
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Brasília comemora hoje 48 anos. É uma cidade cada vez mais partida. Jk não morou aqui. Niemayer a trata como uma filha de criação - olha-a de longe, de vez em quando traz um presente. Lucio Costa também aqui não residiu. Nas quase 5 décadas de sua existência o pai mais constante de Brasília foi Joaquim Roriz, embora ela não devesse ter um pai. Com todo o respeito pelo ser humano, foi um pai lascado de se ter. Comparado a Roriz, Arruda é um avanço e tanto, mas apenas um consolo. Contudo, o próprio Arruda, como o seu vice, Paulo Octávio, ambicionam ser JK. Trazem o defeito genético de JK: fazer tudo muito rápído, pois o tempo urge. Completado um mês de gestão, Arruda publicou um artigo no Correio Braziliense cujo título era: "Só faltam 47 meses". Arruda quer fazer tudo muito rápido e tudo ao mesmo tempo, pois carrega a noção de que sem ele, um Messias moderno, Brasília se acabará ( e sua carreira política também). A festa de hoje na Esplanada dos Ministérios Brasília é uma ode à partição. Há circo para a massa, com metrô grátis e centenas de barraquinhas de comida gordurosa e cerveja em lata. A classe média dá graça a Deus de a concentração ficar adstrita ao quadrilatéro do poder - mas sem a presença de seus atores, que viajaram para o litoral. As superquadras chiques e os lagos sofisticados, Norte e Sul, vivem a rotina faustosa e modorrenta dos feriados, livres do barulho e dos baixa-renda. Os basbaques olham para cima, à espera dos fogos de artifício, ao som de música baiana. Vida que segue. Hoje está tudo normal, embora a mídia venda a idéia que não. Amanhã tudo estará normal. Brasília está entregue a mais um paizinho, que fala bem, dá aulas de matemática, promete um choque de gestão, mas não inventou nenhuma utopia que ajude a acabar com a Brasília partida. | ||
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É parcial, mas significativa, a vitória dos estudantes na luta contra a permanência no cargo do reitor da UnB. Ele pediu afastamento por 60 dias, não renunciou como queria a garotada. Mas afastamento pode significar extensão da agonia política do professor que mais tem cara de ator de filme inglês. Mal comparando, Renan Calheiros lutou muito para não se afastar da presidência do Senado, pois sabia que fora do controle sua queda seria inevitável. A UnB volta a respirar tempos mais condizentes com a grandeza de sua história. Os depoimentos dos próprios alunos a respeito dos últimos anos falavam de apatia, de alienação política, de desinteresse cívico. A UnB estaria cheia de "filhinhos de papai" interessados nos seus diplomas e na disputa por uma vaga nos incontáveis concursos públicos, de bons salários, vida mansa e estabilidade eterna. Alvíssaras! Atualização: o reitor e o vice caíram, como Renan Calheiros. | ||
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| Agora que o GDF derrubou outdoors e painéis que emporcalhavam a cidade, bem que poderia prosseguir na sua cruzada pelas W-3 Norte e Sul. As placas comerciais das lojas ao longo das duas avenidas geram um pandemônio visual dos diabos. O mau gosto agride, a desinformação impera e, ao contrário do que seus responsáveis esperam, as placas em nada ajudam o consumidor, nem valorizam o comércio. Chão nelas! | ||
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Alvíssaras! Por todo o Plano Piloto centenas de out-doors e painéis de publicidade foram parar no chão. Gol a favor do GDF e da cidadania. Por trás da poluição visual que enporcalhava a cidade havia muita mamata e favorecimento a pessoas e empresas por parte de quem autorizava a instalação daqueles equipamentos. É verdade que muita gente séria vinha tentando aprovar legislação regularadora para acabar com a farra dos painéis. Mas a esperteza e artíficios sempre triunfaram a favor dos emporcalhadores. A cidade, agora, respira aliviada sem os monstrengos de aço e papel. Torçamos, agora, para que a fiscalização aja também contra quem enfeia a cidade com faixas e painéis pregados em postes e viadutos ou espetados nos gramados e balões. | ||
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1- A cada dia de 2007, 16 mil dos 150 mil servidores do GDF faltaram ao serviço porque estavam de licença médica. 2- O número é duas vezes maior que a média no serviço público federal, cinvo vezes superior à média internacional e em nove vezes os afastamentos no serviço privado da capital. 3- Em 2007, R$ 280 milhões foram gastos com o pagamento de profissionais das diversas áreas do funcionalismo público que não trabalharam, respaldados por atestados médicos. Os afastamentos revelam um total de 1,5 milhão de horas sem serviços prestados à sociedade durante todo o período. O choque de gestão, neste caso, deu curto-circuito. | ||
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Mercúrio cromo e band-aid, eis as ferramentas que continuam a ser usadas pelos homens públicos de Brasília, a despeito de promessas tipo "choque de gestão". Para o geógrafo da UnB Aldo Paviani, cada administrador do DF que chega facilita a circulação da enorme frota de automóveis, amplia vias públicas, implanta viadutos, estende o metrô. [Essas] "empreitadas efetivam-se com obras pontuais, sem planos superiores ao período governamental, operando com incrementalismo, por vezes clientelista, pois atende às demandas de grupos mais ativos e organizados", observa o professor. Políticas habitacionais e geração de postos de trabalho, que são políticas de longo prazo, não estão no cardápio dos administradores. Não há distribuição igualitária de bens, serviços e oportunidades de trabalho. Nesse sentido, nós somos uma capital incompleta, conclui Paviani. A propaganda do governo Arruda neste mes de abril , quando a cidade comemora 48 anos- uma inauguração de obra a cada dia - reforça quão tópica é a ação pública. Se ela é tópica, resta o band-aid: o governador acaba de determinar a remodelação da área social do GDF. Ele acha que seu governo não tem um programa social que seja uma marca da atual gestão. Diz o jornal: "o Chefe do Executivo planeja lançar um projeto nos próximos meses de distribuição direta de renda com novas regras de contrapartida das famílias beneficiadas". Viaduto não enche barriga, não traz empregos permanentes, não dá moradia. Logo, copia-se no presente o que já se fez no passado para garantir o futuro (deles, dos administradores).
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Creio que a classe média até topa utilizar mais o transporte público em Brasília. O trânsito está virando um saco, os engarrafamentos vão se rotinizando. Deixar o carro na garagem durante a semana, para quem tem local fixo de trabalho seria uma boa. Pensando nisso dedici pesquisar qual "zebrinha" me conduziria das 200 sul para as 700 norte. Fui direto para o site da secretaria de transportes. Lá, tem a informação: posso pegar os microônibus das linhas 22 e 23. Mas a informação principal não consta: os horários disponíveis. Significa dizer que tenho que ir para a rua, esperar a condução passar (se der sorte) e perguntar para o motorista. Pensei que estava sozinho. Mas carta de leitor no Correio Braziliense dizia: "pesquisei ônibus que fizessem o trajeto W3 norte - Sudoeste. No site e no 156 constam que o ônibus só passa no primeiro sentido pela manhã e no sentido contrário às 18 horas. E todas as outras vezes em que peguei o mesmo ônibus durante o meio da manhã ou à noite? Como se pode falar em fazer o cidadão utilizar transporte público, quando não há informação correta?" Devem ser muitas as pessoas que desejam utilizar o transporte público. GDF, pare de gastar dinheiro com marketing políticO e divulgue melhor as alternativas para que as pessoas deixem seus carrinhos na garagem... | ||
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O que têm em comum Chávez, Renan Calheiros, Severino Cavalcanti e Arruda? Eles são os melhores- amigos- do- peito- da- semana do presidente Lula. Chávez é um pacificador, Calheiros é fiel, Cavalcanti um perseguido pelas elites e Arruda, bem, Arruda é camarada, entregará o palácio do Buriti para que Lula se instale até que as obras do Planalto acabem. As chaves serão entregues a Lula nos próximos dias, em cerimônia simbólica - mostram que governo e oposição estão acima das diferenças partidárias. O simbolismo, porém, será outro quando extravasar os vidros do Buriti. A capital brasileira tem uma muralha que a divide entre petistas e direitistas há décadas. O entendimento se encerra nos limites dos dois palácios. Aqui fora ele acaba. Menos para Lula, que deixou de ser petista ainda na campanha eleitoral do primeiro mandato. Para os rorizistas, que sonham em voltar ao Buriti, a guerra continua: devem estar acumulando hectolitros de desinfetante, para o caso de reocuparem o velho e bom Buriti, que a eles cumulou de riquissimas graças.
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A justiça tarda para Tartuce. Wigberto Tartuce, ex-deputado e ex-secretário de Trabalho do GDF foi condenado ontem pelo TCU a devolver R$ 1,8 milhão ao Fundo de Amparo ao Trabalhador, por uso indevido de verba repassada para ações de formação profissional. Ainda cabe recurso, embora o dinheiro tenha sido "indevidamente usado" há quase 10 anos... | ||
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Representantes dos 308 servidores da subsecretaria de vigilância em saúde do DF estiveram em audiência pública hoje na Câmara Legislativa. Discutiram gratificação de titulação e de remoção e benefícios. Este setor recebe, além dos recursos orçamentários do GDF, R$ 6 milhões por ano do governo federal, fora outros adicionais, para o controle de doenças transmitidas por vetores. A equação é malvada - países ou regiões pobres apresentam maior quantidade de doenças, construindo um círculo vicioso. Pouco tempo foi gasto nos debates a respeito do controle de vetores - muitos dos quais insistem em azucrinar a vida da população, como a dengue, por exemplo. O deputado Roney Nêmer, do PMDB, comprometeu-se a levar ao governador Arruda o rol de reinvindicações, digamos, administrativas. Nêmer diz que está cumprindo uma de suas promessas de campanha - de "fazer diferente", colocando seu mandato à disposição de todos aqueles que reivindicam melhores condições de trabalho e remuneração. Vamos ver se chega a hora de Nemer se colocar à disposição também de quem é picado pelo mosquito. | ||
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Mais uma obra inaugurada ad infinitum (como o metrô) entra para o folclore político candango. É o Centro de Convenções Ulysses Guimarães, no Eixo Monumental. O prédio já teve a sua placa descerrada por Roriz, depois por Maria Abadia e 15 meses depois de Arruda assumir, ele anuncia que as obras do Centro de Convenções Ulysses Guimarães serão concluídas agora em abril, integrando as festividades dos 48 anos da cidade. As duas inaugurações comemoradas pelos governos anteriores não intimidou Arruda. E a cara de pau não termina aí. Já existam placas anunciando o término das obras, colocadas lá há pelos menos 15 dias (confira na foto abaixo). Fala sério: o Centro de Convenções vem abrigando inúmeros eventos e shows desde 2005. Mas, mesmo assim, o prédio está pegando carona na propaganda oficial do GDF, que promete inaugurar uma obra por dia neste mês de abril. Além do Centro de Convenções, a propaganda oficial relaciona mais 29 obras, mas inclui nelas pelo menos mais três ações difusas: "convocação para habilitação de 1.000 famílias - Associação dos inquilinos de Sobradinho II", "Programa Água Legal para os condomínios" e "assinatura de contrato de gestão entre o GDF e a Organização Social habilitada para administrar o CEASA-DF".
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O dono da TV e animador de auditórios receberá o título de cidadão honorário de Brasília. A indicação é do deputado distrital Brunelli, aprovada por 16 colegas e com 3 votos contrários. Os motivos são difusos. Nem com muita boa vontade se enquadram no objetivo da homenagem: reconhecer quem prestou relevantes serviços a Brasília. Silvio Santos pouco pisou aqui. Foi infinitas vezes mais a Miami do que aportou no planalto central (graças a Deus). Depois os distritais se indignam quando chama a Câmara local de Casa dos Horrores. | ||
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A troca de cartas entre o governador Arruda e o deputado federal Alberto Fraga - com este último reconsiderando seu pedido de demissão da secretaria de transportes - é um minueto bem ensaiado e que certamente ficará registrado no folclore político de Brasília. Fraga pediu demissão porque o comandante da PM, protegido dele, foi exonerado por Arruda, atendendo a recomendação do Ministério Público. O exonerado deixou de punir militares condenados pela justiça. Fraga, também oficial da PM, demitiu-se pelos jornais. Arruda deixou a questão esfriar. Após um breve período, enviou emissários para acalmar Fraga e obteve sucesso. Mas a correspondência entre os dois é uma lição de contorcionismo. O chamado pomo da discórdia passa ao largo. A carta de Fraga deve ter sido enviada antes de Arruda escrever a sua (como é hábito nas Minas Gerais). Confira abaixo as íntegras do noticiário oficial e das cartas publicadas no site da secretaria de transportes do DF : "Fraga ouve Arruda e decide continuar no GDF Como homens públicos maduros e conscientes, o governador José Roberto Arruda e o deputado federal Alberto Fraga selaram ontem o retorno de Fraga à Secretaria de Transportes do GDF, após uma troca de cartas em que ambos reiteram o compromisso mútuo e primordial de levar adiante o programa Brasília Integrada. Arruda tomou a iniciativa em carta enviada a Fraga no sábado passado, quando lembrou “a coragem e a dedicação” do deputado nos 14 meses em que ocupou a função, da qual pedira demissão após o episódio da exoneração do comandante-geral da Polícia Militar, no início de março. A coragem e a dedicação (...) foram importantes para o êxito das ações desenvolvidas nesse setor, cujos reflexos positivos já começam a surgir – lembrou o governador, dizendo que “seria bom” se Fraga pudesse continuar à frente da pasta. Em resposta, Fraga recordou, como Arruda, os momentos difíceis vividos desde janeiro de 2007 e os resultados positivos que já estão sendo alcançados. Para ele, o Brasília Integrada “deverá ser um marco histórico no sistema de transporte público do DF”, daí sua decisão de aceitar o desafio de continuar levando adiante o projeto. Na carta, e depois pessoalmente, Fraga destacou a amizade com Arruda, a quem reconhece como “líder político”. Por isso, admitiu, “não poderia recusar” um pedido para que continuasse como secretário de Transportes. Ele reconheceu que seu pedido de demissão ocorreu em momento de muita tensão, mas que “sempre esteve comprometido com o governo e o projeto Brasília Integrada”. CARTA DO GOVERNADOR Excelentíssimo Senhor Secretário, A coragem e dedicação demonstradas por Vossa Excelência à frente da Secretaria de Transporte nos primeiros quatorze meses de nosso governo foram importantes para o êxito das ações desenvolvidas nesse setor, cujos reflexos positivos já começaram a surgir. Daí porque seria muito bom que Vossa Excelência pudesse continuar à frente da pasta, liderando o programa “Brasília Integrada”, que vem contando com o seu trabalho desde o início, inclusive nas longas e difíceis reuniões internacionais. Assim, espero que Vossa Excelência possa reconsiderar o seu pedido do último dia 13. Cordialmente, José Roberto Arruda Governador do Distrito Federal CARTA DE ALBERTO FRAGA Excelentíssimo Senhor Governador, Partilhamos momentos difíceis nesse primeiro ano de Governo, mas, como Vossa Excelência assinala, os resultados positivos para a população do Distrito Federal começam a surgir. O GDF dá, agora, os primeiros passos para execução do Programa “Brasília Integrada”, que deverá ser um marco histórico no sistema de transporte público do DF. Tendo em vista o desafio de levar adiante esse projeto, e levando em conta os laços de respeito e amizade mútuo que nos unem, informo a Vossa Excelência que reconsidero o pedido de afastamento do Governo e continuarei a prestar serviços ao GDF na condição de Secretário de Estado de Transportes.
Atenciosamente, Alberto Fraga". | ||
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A cidade da arquitetura e plano urbanísticos revolucionários vem sucumbindo a mazelas mil. Os motoristas enlouqueceram, as faixas de pedestre viraram roletas russas, os jovens formam gangues para matar uns aos outros, a especulação imobiliária come solta, as ilegalidades estão por toda a parte. A foto abaixo mostra o desleixo do lixo. Foi feita hoje, na 102 Norte. Próximo há uma lanchonete famosa. Á direita ficam os apartamentos funcionais da Câmara dos Deputados. | ||
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| Sumiram as estátuas dos Orixás da Prainha. Só ficaram os pedestais. A informação foi repassada há pouco por um leitor deste blog, que acabou de passar pelo local. No final do ano passado o GDF entregou as imagens recuperadas, que haviam sido vandalizadas. Entidades religiosas promoveram uma cerimônia de reintronização, durante as festividades de ano novo. Parecia que a intolerância havia sido superada. Os indícios, salvo explicações melhores, dizem que não. Uma pena, especialmente porque Brasília sempre se destacou como a capital do misticismo e de compreensão ecumênica. | ||
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